Trabalhadores da TCUL indignados com o facto de o actual PCA se negar a receber líder sindical

Os trabalhadores da TCUL — Transportes Colectivos Urbanos de Luanda mostram-se indignados com o facto de o actual presidente do Conselho de Administração (PCA), Catarino Eduardo César, se recusar a receber o primeiro secretário da Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), que há um mês aguarda ser recebido para uma reunião de trabalho.

De acordo com declarações enviadas à imprensa pelo responsável sindical, Domingos Palanga, o dirigente negou igualmente receber os sindicatos de nível empresarial e os ofícios que a CGSILA endereçou para a operadora pública de transporte. No áudio partilhado com os órgãos de comunicação, Domingos Palanga queixa-se da violação da pauta deontológica dos serviços públicos, aprovado através da resolução n.º27/94, de 26 de Agosto.

Os trabalhadores estão também a repudiar o facto de o presidente não ter se apresentado até à data aos funcionários, passado cerca de três meses desde a sua tomada de posse.

A Comissão Sindical dos Trabalhadores da TCUL considerou que o “actual PCA da TCUL tem sido um fiel reprodutor e uma réplica original das más práticas outrora perpetrados pelo anterior PCA”.

O órgão sindical reclamou o facto de a entidade patronal ter criado no interior da empresa um sindicato “promíscuo”, para fins “inconfessos”.

Domingos Palanga minimizou a iniciativa do actual PCA, referindo que o sindicato ora criado não representa sequer dez por cento do total de trabalhadores em efectividade de funções como filiados. O sindicalista denunciou o desconto automático nos salários de mais de 1000 trabalhadores, um por cento do montante para o efeito de quota sindical, que por sinal não é encaminhado para as contas do sindicato onde estes estão associados.

A CGSILA lamentou o facto de a empresa continuar a exigir dos colaboradores e condutores que procedam à transportação de passageiros “acima dos 75%” permitidos pelo Decreto Presidencial n.º 189/21, de 6 de Agosto.

A Comissão Sindical da CGSILA na TCUL sustentou que o sindicato tudo tem feito para se ter “uma TCUL boa, ordeira, tranquila e que efectivamente atenda ao seu objecto social”, que é a transportação pública, mas lamenta que os gestores “não ajudem”.

Gabriela Vaia

Gabriela Vaia

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