Rwanda diz que Commonwealth não deve deixar nenhum país para trás

O Presidente do Rwanda, Paul Kagame, defendeu esta terça-feira, 21, que os países-membros da Commonwealth devem trabalhar juntos por um futuro comum sem deixar ninguém para trás, no discurso inaugural da reunião da organização, em Kigali.

“Devemos assegurar-nos que ninguém fica para trás, incluindo as nações pequenas ou em vias de desenvolvimento”, disse Kagame, defendendo que o caminho da unidade é o único que permitirá à Commonwealth converter-se na “família de nações” que estes países aspiram ser.

“Graças à Commonwealth temos muitas coisas em comum, como o idioma e os sistemas financeiros que nos permitem fazer investimentos e comércio entre nós”, acrescentou o Presidente do Ruanda.

A secretária-geral da organização, Patricia Scotland, indicou que os Estados-membros também recuperaram juntos dos prejuízos económicos que a pandemia de Covid-19 e os efeitos colaterais da invasão da Ucrânia pela Rússia impuseram.

“O PIB [Produto Interno Bruto] combinado dos países da Commonwealth é de 13 biliões de dólares e estimamos que alcançará os 19,5 biliões em 2027”, disse Scotland à assistência.

O Fórum Empresarial é um dos eventos que está a decorrer em Kigali a propósito da 26.ª reunião dos chefes de governo da Commonwealth, que se assinala esta semana na capital do Rwanda.

De acordo com uma nota dos organizadores, citada pela agência Efe, vão intervir no Fórum Empresarial o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, o Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, da Zâmbia, Hakainde Hichilema, de Antígua e Barbuda, Gaston Brown, de Barbados, Mia Amor Mottly, e das Bahamas, Phillip Davis.

O tema do fórum é “Garantir um futuro comum: ligar, inovar e transformar”.

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LUSA

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