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PR convida empresários americanos a investirem em Angola nos sectores da agricultura e mineiro

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O Presidente da República, João Lourenço, convidou os empresários norte-americanos a investirem o seu capital em Angola, preferencialmente em áreas como a agricultura, indústria farmacêutica, da conservação e do turismo.

Durante a sua intervenção na mesa redonda, realizada à margem da Cimeira de Líderes EUA-África, que arrancou nesta terça-feira, 13, em Washington D.C, nos Estados Unidos da América (EUA), o chefe de Estado angolano aproveitou a ocasião para convidar, igualmente, os investidores a apostarem no sector da exploração mineira, sobretudo em metais raros, como o níquel, recentemente descoberto no solo da província do Namibe.

O encontro, que conta com a participação de vários chefes de Estado e representantes de governos de países africanos, serviu para João Lourenço detalhar as reformas políticas e económicas do país, bem como indicar as áreas prioritárias para o investimento privado.

João Lourenço disse que o Estado angolano está a finalizar alguns investimentos públicos de grande dimensão, em diferentes localidades do país, na base de concursos de concessão, na perspectiva de virem a ser geridos, futuramente, por entidades privadas, destacando a construção do novo aeroporto internacional de Luanda, cujas obras devem estar concluídas até final de 2023.

O também titular do poder executivo angolano precisou que já está concluído o contrato de concessão para a gestão do Corredor do Lobito, que compreende o Porto Comercial do Lobito e o Caminho-de-Ferro de Benguela, cuja missão será o de escoar os minerais produzidos na Zâmbia e na República Democrática do Congo (RDC).

O Presidente angolano chamou a atenção do empresariado para o “grande benefício que o investimento privado americano” pode gerar nesta importante região comercial do país.

Em relação ao combate à corrupção e recuperação de activos, João Lourenço referiu que o país tem registado sucesso na estratégia de recuperação de activos, tendo sublinhado que os processos de recuperação de alguns bens, no país, “estão perto de chegar ao fim”.

A cimeira Estados Unidos-África, que vai durar três dias, realiza-se numa altura em que a Casa Branca procura reduzir a lacuna de confiança com o continente africano, assim como ampliar a sua influência no continente, face à expansão da China, seu maior adversário económico e comercial no mundo, bem como minimizar a influência da Rússia sobre os países africanos, visando obter maior apoio para aplicar sanções ao governo russo por causa da invasão à Ucrânia.

“Esta cimeira é uma oportunidade para aprofundar as muitas parcerias que temos no continente africano”, disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, quando questionada sobre a “sombra” que China e Rússia lançam sobre as reuniões.

O encontro vai servir igualmente para o Presidente americano, Joe Biden, declarar o seu apoio à inclusão da União Africana como membro permanente do G-20, grupo formado pelas 20 maiores economias e economias emergentes do planeta.

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