PIB angolano cai 3,4% no primeiro trimestre deste ano

O Produto Interno Bruto (PIB) registou uma desaceleração de 3,4%, face ao I trimestre do ano transato, segundo dados publicados nesta quarta-feira, 14 de Julho, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o chefe de Departamento de Contas Nacionais e Coordenação Estatística do INE, Pedro Calangi, que falava em conferência de imprensa, após o Seminário Metodológico sobre Cálculos do PIB, contribuíram para este resultado os sectores do ramo de extracção e refinação de petróleo, com -18,6%, um decréscimo de 16,8% (-1,8% I trimestre de 2020), ao passo que o sector dos diamantes registou um crescimento positivo, com o valor de 27,9%, face aos -5,2% do período homólogo.

Influenciaram também nesta caída, os sectores da construção com -31,5%, um crescimento negativo de 31, 4% ( -0,1% I trimestre de 2020) e o do comércio, com o saldo positivo de 29,6%, uma evolução significativa se comparado aos -5,2% do I primeiro trimestre de 2020.

Comparando o I trimestre de 2021 com o VI trimestre de 2020, o sector de extração e refinação de petróleo registou um crescimento visível, passando de -0,8% para 0,043%, e o sector diamantífero decresceu, com um saldo de -0,013% face aos 0,3%.

Por sua vez o sector da construção caiu 0,383 pp, apresentando um saldo de 0,017%, face aos -0,4%, e por último, o sector do comércio decaiu 0, 596 pp, passando de 0,6% para -0,004%.

Pedro Calangi esclareceu ainda que na Folha de Informação Rápida (FIR) das Contas Nacionais, que apresenta o PIB, introduziu-se uma nova estrutura do Índice de Preço do Consumidor Nacional (IPCN). Trata-se da implementação do Imposto Sobre o Valor Acrescentado (IVA) na contabilização dos Impostos sobre produtos, na nomenclatura das Contas Nacionais.

O relatório apresentado ainda esta semana, pelo INE sobre IPCN dava conta que os preços em Angola aumentaram 25,32% nos últimos 12 meses.

Bernardo Pires

Bernardo Pires

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1 Comentário

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  • A situação tem de ser revertida com planos de estratégia econômica, porque estamos afundar cada vez mais neste poço.
    O mercado da construção tem sido uma área de bastante relevância nos últimos 2 anos, uma vez que com o PIIM a realização de obras públicas por todo país aumentou e a implementação do IVA acabou por elevar o custo do material de construção, devia-se aliviar o impacto fiscal sobre alguns bens e serviços como os de construção e de alimentação, fomentar o investimento agrícola, incentivos aos bancos comerciais para investimento.
    Cada dia que passa estamos mais vulneráveis ao sector petrolífero e mineiro que não temos nenhum controle, sem que produzimos o necessário para nós mesmos e para exportar a tendência será sempre essa, cair e decair.

    LL

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