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MPLA vence com 51,17% e assegura maioria absoluta no Parlamento

O MPLA, partido que governa o país desde a independência, foi esta segunda-feira, 29, declarado vencedor das eleições gerais de 24 de Agosto último, com 51,07% dos votos, o que lhe eleger 124 lugares no Parlamento, menos 26 deputados se comparado aos resultados alcançados em 2017, quando conquistou maioria qualificada.

Com a divulgação dos dados definitivos e com a vitória confirmada, João Lourenço é reeleito Presidente da República e Esperança Eduardo Francisco da Costa, actual secretária de Estado das Pescas, eleita Vice-Presidente da República, em substituição de Bornito de Sousa, que, a seu pedido, foi afastado da lista dos camaradas para o mandato 2022-2027.

A UNITA, maior partido na oposição, sob liderança de Adalberto da Costa Júnior, obteve 43,96% dos votos, conquistando 90 lugares no Parlamento, quase o duplo do número de deputados alcançados no pleito de 2017, altura em que o partido do ‘Galo Negro’ obteve 51 assentos no Parlamento.

O Partido de Renovação Social (PRS), liderado por Benedito Daniel, foi a formação partidária mais votada, com 71.351 votos (1,14%), o que lhe permite obter dois lugares na Assembleia Nacional.

Logo a seguir, a FNLA, que obteve 1,06% dos votos, agora sob liderança de Nimi-a-Simbi, obtendo igualmente dois lugares parlamentares.

O mesmo número de assento no Parlamento foi conseguido pelo estreante Partido Humanista de Angola (PHA), de Florbela ‘Bela’ Malaquias, que alcançou 1,02% dos votos, conquistando assim dois assentos na Assembleia Nacional, tornando-se na quinta força política.

A coligação CASA-CE, que, desde 2012 se havia firmado como a terceira maior força política na oposição, perdeu os 16 lugares que tinha no Parlamento ficará de fora da ‘Casa das Leis’. A coligação, liderada por Manuel Fernandes, obteve apenas 0,73% dos votos, o que não lhe permite ter assento parlamentar.

Quanto à Aliança Patriótica Nacional (APN), de Quintino Moreira, que obteve 0,48% dos votos, e o P-NJANGO, de Eduardo ‘Dinho’ Chingunji, com 0,42% dos votos, não conseguiram alcançar qualquer assento na Assembleia Nacional, pelo que devem ser extintos, por força da lei que obriga a que cada formação concorrente alcance, para a sua manutenção, pelo menos 0,50% dos votos.

Estas foram as quintas eleições gerais realizadas em Angola, quase 47 anos depois da independência do país.

As primeiras eleições tiveram lugar em 1992, com o MPLA a sagrar-se também vencedor. Os resultados não foram aceites pelo fundador da UNITA, Jonas Savimbi, o que desencadeou uma guerra civil que durou mais de dez anos.

As segundas eleições em Angola, e as primeiras em período pós-conflito armado, ocorreram em 2008; as terceiras em 2012, e as quartas em 2017.

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