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Kuando Kubango FC ‘atira a toalha ao tapete’ e anuncia desistência do Girabola

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Após tentativa de se manter na presente edição do campeonato nacional de futebol da I Divisão (Girabola 2022/23), diante do ‘mar de dificuldades’ que atravessa, a direcção do Kuando Kubango FC decidiu pôr fim a sua permanência na disputa, alegando “falta de condições financeiras”.

À imprensa, o presidente da comissão de gestão do clube, Carlos Jonas ‘Samanhonga’, reiterou que “não há condições de continuar na competição”, sendo a desistência a melhor saída para deixar de viver os actuais problemas, estando agendada, para esta quarta-feira, 26, uma reunião em Menongue, capital do Kuando Kubango, para a oficialização da retirada do campeonato.

“Não há condições para continuarmos no Girabola. Não temos qualquer apoio, quer do governo da província, como do empresariado local. Todas as esperanças esgotaram-se. Depois da falta de comparência com o Interclube, entendemos não mais continuar na competição”, descreveu o dirigente, em entrevista ao Jornal de Angola.

O clube, que no arranque do campeonato havia recebido “luz verde” por parte da Federação Angolana de Futebol (FAF), para se manter na competição, almejando algum apoio (financeiro) das instituições governamentais e do próprio órgão reitor da modalidade.

A equipa do Kuando Kubango necessita de 400 milhões de kwanzas para suportar despesas com salários, prémios de jogo, deslocações, alimentação, arbitragem, aluguer do campo e renda de casas, tal como fez saber o seu presidente.

“Apresentámos o caderno de encargos a algumas entidades colectivas e singulares, mas não tivemos qualquer resposta. É uma pena, porque algumas famílias passarão necessidades, visto que os seus tutores estarão no desemprego”, lamentou.

Angustiado e triste com a situação, Samanhonga reconhece a vontade e bravura dos seus ‘pupilos’, porém, admite: “Infelizmente, não há condições de continuar”. “Eu estou cansado de dar a cara e bater várias portas”, desabafou.

No último sábado, o clube foi derrotado por falta de comparência no jogo frente ao Interclube, que seria disputado no Estádio 22 de Junho, em Luanda. A ausência é consequência da grave situação financeira que a agremiação enfrenta desde o arranque do campeonato.

Recorde-se que a 8 de Agosto do corrente ano, o Kuando Kubango FC oficializou junto da FAF a sua desistência do campeonato nacional de futebol da I Divisão, por falta de condições financeiras, alegando que a classe empresarial da província não mostra interesse em patrocinador o clube que na última edição terminou o Girabola na 10.ª posição.

Além da falta de condições financeiras, o líder da comissão de gestão do clube disse, em Agosto, em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA), que a equipa não dispõe, na província, de um estádio aprovado que possa acolher os jogos do campeonato, o que os tem obrigado a fazer as partidas oficiais do Girabola na vizinha província do Bié.

Em épocas passadas, o emblema sobrevivia por intermédio do apoio que recebia da Casa Militar do Presidente da República naquela província, apoio que ficou comprometido após a detenção, em 2021, do presidente do clube, no âmbito do ‘caso Lussaty’, passando a formação a enfrentar problemas financeiros.

Em 2021, a Casa Militar do PR chegou a assumir encargos financeiros do Kuando Kubango FC avaliados em mais de 350 milhões de kwanzas, com o pagamento de salários em atraso e de alguns serviços.

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