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João Lourenço: “O mundo não suporta a guerra entre a Rússia e a Ucrânia”

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O Presidente da República, João Lourenço, apelou, esta segunda-feira, 27, em Lisboa, à comunidade internacional a procurar um cessar-fogo incondicional na guerra entre Rússia e Ucrânia, ressaltando que “o mundo não suporta” um conflito “no coração da Europa”.

“Num momento em que não se conseguiu ainda superar a tensão reinante no Sudeste Asiático, na península coreana, nem no Golfo Pérsico, qualquer uma delas com potencial de evoluir para uma confrontação nuclear, o mundo já não suporta o eclodir e manutenção de um novo conflito em pleno coração da Europa pelas consequências que tem para a economia global, mas sobretudo para a paz e a segurança mundiais”, afirmou o chefe de Estado angolano, quando discursava no plenário da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas.

Num discurso com ápice na importância dos “oceanos, dos mares e das infra-estruturas terrestres a eles ligados”, João Lourenço disse que “o bloqueio dos portos ucranianos no Mar Negro está a causar a crise alimentar global” actual, devido à escassez de cereais, fertilizantes e oleaginosas.

“O triste cenário que hoje constatamos impele-nos a agir para encontrarmos soluções que invertam a actual tendência de poluição dos mares e oceanos”, defendeu.

O chefe de Estado manifestou ainda preocupação com os problemas do Golfo da Guiné, do Corno de África e de outras partes do mundo, onde a pirataria tem ameaça a utilização dos mares para fins pacíficos.

João Lourenço sublinhou a importância das actividades marítimas, com particular destaque para o comércio, turismo e outras actividades afins que dinamizem as economias dos estados.

Segundo João Lourenço, a importância dos oceanos para o fluxo regular de mercadorias, o seu impacto no comércio mundial e na estabilização dos preços dos principais produtos e matérias-primas, bem como no normal funcionamento da economia global, torna-se cada vez mais evidente”.

“Não poderia deixar de referir o grande esforço de cooperação que os Estados-membros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) vêm realizando para assumir um protagonismo empenhado e interessado no debate sobre as questões relacionadas com os oceanos, se tivermos em conta o facto de sermos todos países costeiros e insulares”, sublinhou.

“O governo angolano integrou no seu Plano de Desenvolvimento Nacional o ordenamento das actividades que ocorrem no mar, de modo a potenciar a economia azul, através do reforço da fiscalização e regulação na exploração dos recursos marinhos”, disse.

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