JLo vê nos acontecimentos do Benfica “tentativa de subversão do poder democraticamente instituído”

O Presidente da República, João Lourenço, acredita que os incidentes ocorridos na segunda-feira, 10, no distrito urbano do Benfica, nada mais foram que uma “tentativa de subversão do poder democraticamente instituído”, classificando-os como tendo sido “um verdadeiro acto de terror cujas impressões digitais deixadas na cena do crime são bem visíveis e facilmente reconhecíveis”.

O titular do poder executivo, que reagia aos acontecimentos durante a sessão do Conselho de Ministros desta quarta-feira, 13, considerou que os actos, que resultaram na destruição do comité do MPLA e na queima de um autocarro do Ministério da Saúde, “apontam para a materialização de um macabro plano de ingovernabilidade através do fomento da vandalização de bens públicos e privados, incitação à desobediência e à rebelião”.

Sem nunca citar nominalmente uma força político-partidária ou pessoas individuais em particular envolvidas na organização dos protestos que acabaram por degenerar em vários actos de depredação de bens patrimoniais, João Lourenço afirmou que as eleições gerais, previstas para Agosto deste ano, terão lugar num “ambiente de plena segurança para os eleitores e os observadores”, deixando o aviso de que “em Angola, a única forma possível e legítima de se disputar o poder político é pela via democrática das eleições”.

João Lourenço, que louvou o “o facto de a Polícia Nacional ter agido com bastante contenção, e as entidades privadas singulares e colectivas directamente lesadas terem se comportado como verdadeiros patriotas, tolerantes e responsáveis”, garantiu que “as nossas forças policiais estão à altura do desafio e vão garantir a ordem e a segurança dos cidadãos, das instituições e da propriedade”.

Na segunda-feira, na sequência da paralisação dos serviços de táxi na cidade de Luanda, eclodiram, nas primeiras horas da manhã, vários actos de vandalização que impediram a circulação do trânsito na estrada N100, no distrito urbano do Benfica, no Cacuaco e na avenida Pedro de Castro Van-Dúnem. No Benfica, o epicentro dos acontecimentos, foram destruídos vários bens públicos e privados, acto que João Lourenço apelidou de “rebelião”, por terem colocado “em risco a segurança física e a vida de pacatos cidadãos”.

“Para as gerações vindouras, temos a responsabilidade de preservar para a eternidade as duas maiores conquistas do povo angolano alcançadas com muito sacrifício ao longo dos tempos: a Independência Nacional e a Paz e Reconciliação Nacional”, apelou o Presidente angolano, aconselhando “os cidadãos a absterem-se de quaisquer actos de retaliação” aos actos que tiveram ligar na segunda-feira.

“Quem viu o seu património vandalizado, queimado ou destruído, que não pague pela mesma moeda, porque ninguém está autorizado a fazer justiça por mãos próprias. Entreguemos essa responsabilidade à Justiça e outros órgãos competentes do Estado!”, recomendou.

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