JLo afirma “nunca ter visto a contestação da juventude no país” e acusa UNITA de ter arrastado jovens para actos de vandalismo

 JLo afirma “nunca ter visto a contestação da juventude no país” e acusa UNITA de ter arrastado jovens para actos de vandalismo

PORTUGAL ANGOLA PRESIDENT VISIT

O Presidente da República, João Lourenço, garantiu, em entrevista exclusiva concedida à Rádio e Televisão de Portugal (RTP), nunca ter visto a contestação da juventude no país, indicando “um partido da oposição” como sendo o mobilizador de um “pequeno grupo de jovens para cometer actos de vandalismo”.

“O que temos vindo a assistir é a mobilização de um pequeno grupo de jovens, por um partido da oposição, que os leva a cometer actos de vandalismo, e que não são representativos da juventude angolana”, acusou o Presidente da República, referindo-se ao maior partido na oposição, a quem atribui a autoria dos “actos de arruaças e vandalismo” que ocorreram em Janeiro deste ano, em Luanda.

João Lourenço disse à estação pública portuguesa de televisão que não lhe parece que haja contestação da juventude angolana, mas, sim, a existência de uma onda de desilusão numa pequena franja da sociedade, tendo enfatizado os investimentos feitos pelo seu governo “a favor do povo angolano” e que, na sua opinião, foram para além das promessas que fez quando se candidatou pela primeira vez ao de Presidente da República.

Na mesma entrevista, João Lourenço considerou a relação com o ex-Presidente José Eduardo dos Santos como sendo “boa”, refutando a ideia de que os órgãos de justiça estejam a actuar contra a família deste último, quando, na verdade, estão a actuar “contra a corrupção”.

Em relação às eleições de 24 de Agosto do corrente ano, o Presidente da República assumiu que “não há vitórias fáceis”, mas que está a trabalhar “arduamente” para voltar a ganhá-las.

João Lourenço disse na entrevista que o ritmo que tem estado a ter levou o Presidente português Marcelo Rebelo de Sousa a aconselhá-lo a “não se cansar tanto”, por “não precisar”. Entretanto, o chefe de Estado angolano, que vai tentar a sua reeleição, prometeu intensificar a marcha por altura do início da campanha eleitoral, “para garantir que não há surpresas”.

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