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Isabel dos Santos, billionaire and former chairman of Sonangol Holding-Sociedade Nacional de Combustiveis de Angola EP, attends the inauguration of Efacec Power Solutions SA’s new electric mobility industrial unit in Maia, Portugal, on Monday, Feb. 5, 2018. The industrial unit will allow to increase the annual production capacity of high power fast loaders for electric vehicles. Photographer: Daniel Rodgrigues/Bloomberg via Getty Images

Isabel dos Santos “chora em silêncio” após tribunal decidir entregar o corpo do pai à Ana Paula

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Num comentário lacónico, mas expressivo, a empresária Isabel dos Santos recorreu, esta quarta-feira, 17, às redes sociais para manifestar o seu estado de espírito, horas depois de o Tribunal de Instrução de Barcelona decidir pela entrega do corpo do seu pai e antigo chefe de Estado angolano à viúva Ana Paula dos Santos.

“Meu coração chora em silêncio”, postou a empresária, na sua rede social do Twitter, acrescentando-lhe: “Meu pai”.

A decisão do Tribunal da Catalunha, na manhã de terça-feira, 16, habilitou a ex-primeira-dama a ter a tutela do corpo do antigo chefe de Estado, e dar sequência ao processo de transladação.

A justiça espanhola chegou a recusar o reconhecimento do casamento do ex-Presidente da República angolano com a Ana Paula dos Santos, tendo considerado inválido naquele território.

Um ‘Memorando de Cooperação’, protocolado no mês de Julho deste ano, entre a República de Angola e o Reino de Espanha, teria sido a chave-mestra para desbloquear essa falta de reconhecimento do estatuto de viúva à Ana Paula dos Santos por parte das autoridades judiciais espanholas.

Mal foi anunciado a decisão do Tribunal de Instrução de Barcelona, a sua irmã, Tchizé dos Santos, interpôs um recurso, alegando que a falta de competência à jurisdição penal sobre o assunto.

“Da decisão do Tribunal de Instrução de Barcelona n.º 11, de entregar o corpo do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos à sua ex-mulher, cabe recurso da queixosa Tchizé dos Santos, por entender que a jurisdição penal não é competente para conhecer da matéria e que deve ser a jurisdição civil que decide sobre o assunto”, esclareceu em nota Carmen Varela, a advogados da família ‘Dos Santos’, avançando que “actualmente já existe um processo civil sobre esta questão”.

José Eduardo dos Santos morreu no dia 8 de Julho, em Barcelona, onde seguia tratamento. Depois de duas semanas em estado de coma induzido, o antigo chefe de Estado angolano, cujo estado de saúde era dado como irreversível, morreu aos 79 anos, 38 dos quais como presidente do partido que sustenta o governo desde 1975 e Presidente da República.

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