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Grupo Opaia inaugura fábrica com capacidade para montar mais de 20 mil veículos por ano na ZEE Luanda-Bengo

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O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, inaugurou, nesta terça-feira, 20, um complexo industrial com capacidade para montar mil autocarros e 22 mil veículos ligeiros por ano, localizado na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo.

O Complexo Industrial de Montagem de Veículos Automóveis, entre eléctricos e híbridos, é uma iniciativa do Grupo Opaia, liderado pelo empresário Agostinho Kapaia, e visa impulsionar a produção interna.

A unidade industrial, resultante de um investimento cujo montante não foi revelado, emprega, nesta primeira fase, 1 500 jovens e, segundo o empresário Agostinho Kapaia, “constitui o início de um novo capítulo para a indústria automóvel e para a economia nacional”.

A fábrica de montagem de veículos “simboliza o compromisso do Estado angolano com a industrialização e a inovação”, afirmou o empresário, garantindo igualmente que o projecto possui linhas de produção avançadas com práticas industriais responsáveis e ambientalmente sustentáveis.

José de Lima Massano, por sua vez, visitou demoradamente o complexo, onde recebeu explicações sobre o funcionamento, tendo inclusive feito o test-drive com um dos autocarros montados pela Opaia Motors.

“Já tivemos experiências que não foram muito bem-sucedidas, [porque] tivemos arranques seguidos de paragens. O que temos aqui é um projecto mais bem estruturado. Desde logo, o facto de os investidores nacionais, do ponto de vista tecnológico, terem encontrado parceiros de referência para os variados segmentos da indústria automóvel que se propõem desenvolver”, salientou o governante.

Massano destacou também o facto de o investimento ter permitido a criação de 1 500 postos de trabalho, prevendo-se o alargamento para cerca de 3 500 trabalhadores, na sua maioria jovens.

O ministro de Estado para a Coordenação Económica disse ter verificado o potencial dos equipamentos em montagem na fábrica, referindo que o modelo das viaturas que os promotores entenderam desenvolver tem grande possibilidade de integrar componentes de produção local.

“Vimos, por exemplo, os autocarros, que vai ser possível ter os bancos e pavimentos feitos aqui em Angola, e vamos também fazendo esta integração e pensamos que o modo como está desenhado é uma solução integrada que nos dá também esta perspectiva de sustentabilidade no médio e longo prazos”, assinalou, realçando que o executivo vai continuar a potenciar a produção e iniciativas locais.

Já o ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, considerou que o projecto industrial reflecte uma decisão estratégica de soberania produtiva, assegurando que o mesmo vem dotar o país de capacidade interna para fabricar e montar meios que asseguram a mobilidade colectiva.

Para o governante, a pressão crescente sobre o sector dos transportes, “resultante do crescimento demográfico, da expansão urbana e da intensidade das deslocações diárias”, não se resolve apenas com planeamento ou aquisição pontual de frotas.

“Resolve-se com capacidade produtiva instalada no país, com continuidade de oferta e com uma cadeia de valor nacional que sustente essa capacidade ao longo do tempo”, referiu, concluindo que a produção local de veículos automóveis, a começar pela montagem de autocarros, veículos ligeiros e comerciais, “responde exactamente a essa lógica”.

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