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General Zé Maria diz que “o maior corrupto em Angola é aquele que espezinha a Constituição”

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Depois de ter dado nas vistas, em Outubro de 2021, em dois vídeos nos quais aparecia a questionar e a criticar o estado de miséria em que se encontrava uma localidade nas profundezas do Kuando Kubango, onde se encontrava em “retiro”, o ex-chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM) general António José Maria voltou, esta semana, a ser protagonista de uma cena incomum nas redes sociais, atirando-se contra o “maior corrupto em Angola”.

 Num vídeo de pouco menos de minuto e meio, o “temido” general agora na reforma surge sentado em frente a uma secretária com vários livros expostos. Um dos quais é o ensaio “Corrupção e Governo: causas, consequências e reforma”, das co-autoras Rose-Ackerman e Palifka, obra considerada de “fôlego” pela crítica, que analisa a corrupção numa perspectiva abrangente, reconhecendo-a como um tema multidimensional, que possui raízes económicas, culturais, políticas e éticas.

À semelhança dos dois pequenos vídeos de Outubro do ano passado, neste último, publicado nesta quinta-feira, 24, no perfil do programa ‘360.º Podcast’, emitido pela Camunda News através de plataformas digitais, vê-se novamente um general Zé Maria inquiridor, baseando o seu interrogatório na temática do livro que tem entre mãos: “corrupção e governo”.

“Quem é o mais corrupto em Angola?”, questiona o general, voltando-se para a figura que o filma, e, sem aguardar pela resposta, ele mesmo apressa-se em responder à questão levantada: “O mais corrupto é aquele que espezinha a Constituição. Aquele que se põe em cima da lei. Este é que é realmente o maior corrupto. Não há maior crime do que este: colocar-se acima da lei, colocar-se acima da Constituição”.

Ao contrário dos vídeos anteriores, neste último o general Zé Maria não define um destinatário em concreto para as questões levantadas. Em Outubro, o seu “destinatário” teve um nome e este nome era o do Presidente João Lourenço, a quem colocou várias questões:

“É assim que vamos ter ensino de qualidade, se não temos um bairro de qualidade, se não temos escola de qualidade, se não temos sequer um posto médico? Um jovem habitante disse que só temos esta escola — e aponta para ela —, que é escola do colono. O senhor, quando foi do empossamento dos novos membros do Conselho da República, pronunciou a palavra qualidade mais de três vezes: qualidade, qualidade, qualidade. Qualidade de vida para estas crianças… [aponta para os petizes com quem se cruza]; para quando a qualidade de vida para estas crianças?”.

E seguiu o general ruminando e insistindo nas questões a João Lourenço: “Quantas vezes pronunciou a palavra qualidade, senhor Presidente?”.

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