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EUA. Trata-se “provavelmente de um míssil de defesa aérea ucraniano”

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O secretário da Defesa norte-americano, Lloyd Austin, disse esta quarta-feira, 16, que a tese apresentada pelo governo polaco de que o míssil que caiu no território se tratasse de um míssil de defesa ucraniano continua a ser a versão apoiada pelos Estados Unidos, não tendo sido descoberto nada que vá no sentido contrário.

Numa conferência de imprensa transmitida no Pentágono, a instituição que alberga todos os ramos militares norte-americanos, Lloyd Austin explicou que os Estados Unidos “ainda estão a recolher informação”, mas mantêm-se firmes do lado da Polónia.

“Não vimos nada que contradiga a conclusão preliminar do Presidente [Andrzej] Duda que a explosão foi causada muito provavelmente por um míssil de defesa aérea ucraniano, que infelizmente aterrou na Polónia”, afirmou Austin.

Na noite de terça-feira, 15, um míssil caiu na localidade de Przewodów, perto da fronteira da Polónia com a Ucrânia. Inicialmente, pensou-se que o míssil era russo, o que espoletou reacções muito fortes na NATO e reuniões de emergência por toda a Europa, e no G20.

Mais tarde, o Presidente polaco procurou assegurar o país e os aliados, afirmando que era improvável que a explosão tivesse sido intencional, resultando de uma acção defensiva ucraniana. Foi a primeira vez que um país da NATO foi directamente atingido, militarmente, pela guerra na Ucrânia.

O secretário norte-americano acrescentou ainda que “independentemente das consequências finais, o mundo sabe que a Rússia é a última responsável por este incidente”.

“A Rússia lançou uma nova salva de mísseis contra a Ucrânia, especificamente apontadas a infra-estruturas civis ucranianas”, explicou Lloyd Austin.

A Polónia é a principal barreira entre a guerra e a União Europeia, e a NATO. O país tem acolhido a esmagadora maioria dos milhões de refugiados que abandonaram a Ucrânia em direcção à União Europeia e, fazendo parte da NATO, tem também recebido muitas ameaças por parte de Moscovo.

A guerra na Ucrânia já fez mais de 6.500 mortos entre a população civil, segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. No entanto, a organização adverte que o número de mortos civis deverá ser muito superior, dadas as dificuldades em contabilizar o número de mortos em zonas sitiadas ou ocupadas pelos russos.

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