Endiama deve à banca comercial nacional 50 milhões de dólares norte-americanos

 Endiama deve à banca comercial nacional 50 milhões de dólares norte-americanos

O volume global da dívida da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) para com os bancos BFA, BAI e BPC, resultante de “projectos falidos”, ronda actualmente os 50 milhões de dólares norte-americanos, anunciou o presidente do Conselho de Administração (PCA) da diamantífera, Ganga Júnior.

O total da dívida da Endiama contraída com os referidos bancos rondava os USD 150 milhões, mas, fruto de uma renegociação que permitiu obter algum perdão da dívida, este valor foi amortizado, estando agora avaliado em 50 milhões de dólares norte-americanos.

O responsável, que falava em Luanda, em conferência de imprensa de apresentação das realizações de 2021 e projecções para o corrente ano, revelou que a sua administração encontrou “dívidas relevantes que nem sequer eram dívidas resultantes de créditos directos obtidos pela empresa”.

Trata-se de dívidas que a Endiama na altura prestou o seu aval, servindo de garantias. Estes projectos faziam parte de empresas que faliram por distintos motivos, o que levou ao abandono das operações. Esta dívida, segundo o responsável da Endiama, passou “a constituir uma limitação em termos de abertura no mercado financeiro”.

Ganga Júnior esclareceu que a não-regularização da dívida impôs vários entraves à empresa, sobretudo na busca de financiamento junto da banca para desenvolver projectos.

  • “Definimos um plano de amortização desta dívida e hoje está já regularizada integralmente relativamente ao BFA e ao BAI. Quanto ao BPC, eles transferiram os seus direitos de crédito para a cobrança da `Recredit´, que está em curso neste momento”, assinalou.

De acordo com o líder da diamantífera nacional, a renegociação e definição de formas de amortização da dívida permitiu a obtenção de algum perdão da dívida, quer de capital, como de juros.

Para Ganga Júnior, no quadro do saneamento feito, a dívida regularizada foi bastante importante, porque se pretendeu colocar a empresa em bolsa. Parte do capital social da Endiama (40%) será privatizado ainda este ano, por via da Bolsa de Dívidas e Valores de Angola (BODIVA), no âmbito do Programa de Privatizações (ProPriv).

Com a amortização da referida dívida, adianta o PCA, a Endiama “tem hoje as portas abertas” e “está neste momento a negociar com o BAI para um financiamento de 100 milhões de dólares para os seus projectos em lançamento, como é o caso da mina do Luaxe, na Lunda-Norte.

Até ao momento, a Endiama já conseguiu obter um financiamento de USD 20 milhões junto do Banco Caixa Geral de Angola (BCGA), resultante da dívida expurgada.

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