Em cada cinco iniciativas de empreendedorismo criadas em Angola apenas uma tem a chance de sobreviver, conclui estudo da GEM

Apesar de possuir uma alta taxa de empreendedorismo, Angola ainda é um dos piores países para se começar um negócio. Em cada cinco iniciativas de empreendedorismo criadas em Angola, apenas uma tem a chance de sobreviver, segundo estudos feitos pela Global Entrepreneurship (GEM).

De acordo com o relatório da GEM 2020/2021, que analisou o ambiente económico de 43 países de diferentes continentes, Angola lidera o top no que diz respeito à taxa de empreendedores, ou seja, o país apresenta um número elevado de pessoas que “sobrevivem de negócio próprio”, sendo o elevado índice de desemprego um dos principais factores que contribui para tal situação.

Os dados do relatório, que analisa as condicionantes do contexto, sejam de ordem social, política ou económica, e que definem o percurso da actividade empreendedora e dos empreendedores de um determinado país, indicam que a intenção de iniciar um negócio (estimada em 83%) continua a ser mais elevada entre a população angolana do que em qualquer outra dos países analisados.

Segundo o GEM, a população angolana, na actividade empreendedora na faixa etária mais jovem (18-24 anos), tem registado o maior crescimento, sendo a faixa com a menor taxa de actividade em 2014 (15%), e quase maior em 2020 (54%), com a diferença de apenas um ponto percentual relativamente à faixa etária dos 25-34 anos (55%).

Em relação à probabilidade de insucesso, o documento avança que a taxa ainda é consideravelmente alta, sendo que “em cada cinco iniciativas de negócios criadas em Angola, apenas uma tem a chance de sobreviver”.

No que respeita à taxa de empreendedores, atrás de Angola aparece a Áustria, seguida do Brasil e o Burkina Faso.

Entre os 43 países estudados consta ainda os Estados Unidos da América (EUA), Alemanha, Togo, Chile e outros, que estão acima de Angola nalguns critérios analisados, como o período de sobrevivência de um negócio baixo no país, a probabilidade de obter financiamento, a possibilidade do negócio prosperar, entre outros.

A Global Entrepreneurship reúne informações recolhidas ao longo dos últimos 22 anos, tendo analisado, nesse período, mais de 120 economias, contando com a colaboração de mais de 500 especialistas, bem como a contribuição de mais de 300 institutos de investigação e 200 mil entrevistas.

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