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Cine Geração abre o mês de Outubro com a exibição de três filmes que abordam o colonialismo e o racismo

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Com objectivo de massificar o cinema angolano e africano, a 98.ª edição das sessões semanais do Cine Geração vai exibir, esta semana, três curtas metragens inspiradas no povo africano, produzidas na diáspora, que têm em comum abordagens ligadas ao colonialismo e ao racismo.

Constam na lista de exibições os filmes ‘Muxima’, de autoria do cineasta brasileiro Juca Badaró — uma curta metragem que reflecte sobre o “colonialismo, dor, memórias e tradições religiosas” —, inspirado na maior manifestação religiosa de Angola, a peregrinação da ‘Muxima’.

‘O Princípio, o Meio, o Fim e o Infinito’, produzido pelo luso-angolano Pedro Coquenão, é um dos resultados do alojamento artístico local de Batida, realizado na Casa Independente. Nesta curta-metragem são abordados temas como o padrão, o racismo, o anti-racismo, o colonialismo, o neo-colonialismo e saúde mental.

Partindo de uma ideia original do músico e escritor Kalaf Epalanga, ‘Pele Escura’, da cineasta portuguesa Graça Castanheira, representa “a viagem da periferia ao centro de seis amigos afro-descendentes, inscrevendo-se na paisagem branca e nas suas marcas exteriores de prosperidade”.

Numa entrevista concedida à página do Cine Geração, afecto à produtora Geração 80, Juca Badaró define o cinema como “uma ferramenta de possibilidade”, capaz de “reafirmar histórias que não foram contadas”.

“O cinema é uma ferramenta potente audiovisual e artística, para a gente poder contar as nossas próprias histórias a partir do nosso olhar”, descreveu o autor.

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