CAF interdita três estádios angolanos por não cumprirem os requisitos mínimos estabelecidos

A Confederação Africana de Futebol (CAF) decidiu mandar interditar a utilização do estádio 11 de Novembro para os jogos de selecções nacionais seniores e outras competições envolvendo clubes masculinos, após a realização do jogo entre as selecções de Angola e o Egipto, agendado para o dia 12 de Novembro, em Luanda, a contar para a 5.ª jornada da fase de apuramento ao Mundial do Qatar de 2022.

A decisão, tomada no Cairo, a 29 de Outubro do corrente ano, consta de um documento dirigido ao secretário-geral da Federação Angolana de Futebol (FAF), Rui Costa, e é também extensiva aos estádios de Ombaka, em Benguela, e Tundavala, na Huíla.

A FAF, no âmbito do processo de avaliação dos estádios para a homologação para as jornadas 5 e 6 das eliminatórias africanas para o Mundial do Qatar, enviou um relatório de pré-inspecção, tendo nele incluído fotos e evidências vídeo sobre o estado actual dos dos recintos desportivos de Ombaka, Tundavala e 11 de Novembro.

Embora tenha reconhecido “as boas estruturas e instalações gerais nos [referidos] estádios”, a CAF considera que nenhum dos três cumpre “totalmente os requisitos mínimos estabelecidos” pelo órgão reitor do futebol africano, que alega haver “deficiência na manutenção” dos mesmos, o que, na opinião do órgão, leva “a problemas semelhantes e à falta de certos requisitos da CAF para receber adequadamente competições internacionais”.

Em consequência disso, a CAF decidiu conceder a aprovação de um jogo apenas para o uso do estádio 11 de Novembro nas partidas de qualificação para a 5.ª e 6.ª jornadas do Campeonato do Mundo do Qatar e interditá-lo para os jogos subsequentes, sendo que a sua reaprovação fica agora a depender da implementação de todas as observações e recomendações do órgão reitor do futebol africano.

Na mesma senda, a CAF proibiu ainda a utilização do estádio de Ombaka, para os restantes jogos de qualificação ao Mundial do Qatar 2022, jogos das selecções nacionais seniores de competições e outras competições entre clubes masculinos. A reabertura do estádio será também reaprovado somente após a implementação de todas as observações e recomendações. Semelhante situação aplica-se também aplicada ao estádio da Tundavala.

O documento da CAF alerta ainda que a aprovação final dos estádios só será concedida se os pontos levantados forem correctamente resolvidos no próximo período, desde que uma nova inspecção da CAF o confirme.

“Assim que todas as observações forem implementadas, a FAF deve solicitar à CAF a realização de uma visita de inspecção independente, de acordo com o procedimento de inspecção e aprovação de estádios por parte da CAF”, lê-se no ofício.

Para que a CAF acompanhe o andamento dos trabalhos nos estádios, foi solicitado à FAF um “plano de acção detalhado” com as tarefas e prazos para a conclusão das obras nos referidos estádios.

Para tal, o órgão reitor do futebol africano disponibilizou aquilo a que chamou de “Requisitos de estádio CAF”, um documento abrangente, que inclui as necessidades de um estádio e estabelece os requisitos mínimos a serem cumpridos para que um estádio seja definitivamente aprovado pela CAF.

Em função da próxima jornada, a CAF reforçou a necessidade da FAF e da direcção do estádio 11 de Novembro evitarem o uso do recinto no período que antecede o jogo FIFA, por forma a preservar e melhorar o estado do terreno de jogo.

No documento, a direcção do estádio 11 de Novembro é ainda incentiva a continuar e concluir o programa de renovação em curso e a confirmar a compra de todos os equipamentos necessários, para que a CAF possa, na devida altura, aprovar a utilização do mesmo; uma situação que é também extensiva aos outros dois estádios: Tundavala e Ombaka.

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