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Burkina Faso. Trinta e sete jihadistas mortos pelas forças armadas do país

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Trinta e sete rebeldes que tinham realizado dois ataques a guarnições militares no norte do Burkina Faso foram, na quinta-feira, 9, mortos pelas forças militares e policiais do país, segundo fontes militares.

Nos confrontos morreram ainda quatro polícias, um militar e um civil, adiantaram fontes militares à agência noticiosa espanhola EFE.

Um primeiro ataque ocorreu na cidade de Barani, na província de Kossi, localizada na região de Boucle du Mouhoun (noroeste), onde um “grupo de terroristas” atacou um destacamento militar, informou o Exército em comunicado.

“Dezenas de terroristas foram mortos, tendo outros três sido capturados”, refere a nota oficial, precisando que quatro polícias morreram nos confrontos, que causaram ainda uma “dúzia de feridos” que foram transferidos para um hospital.

No segundo ataque, jihadistas armados tentaram assaltar as instalações da mina de ouro Karma, na província de Yatenga, localizada na região Norte, onde também existe um destacamento das Forças Armadas.

Os militares reagiram com uma ofensiva aérea e terrestre que destruiu um camião, matando dez terroristas que seguiam no veículo pesado.

Outros sete insurgentes que tentaram fugir em motocicletas foram “também neutralizados”, segundo o exército, adiantando que os terroristas abandonaram “uma quantidade significativa de armas e outro material de combate”.

Nos confrontos, um soldado e um civil morreram, tendo nove soldados ficaram feridos.

Burkina Faso sofre insistentes ataques jihadistas desde abril de 2015, realizados por grupos ligados tanto à Al-Qaida como ao Estado Islâmico (EI).

A região mais afetada pela insegurança é o Sahel, que faz fronteira com o Mali e o Níger, embora o jihadismo também se tenha espalhado para outras áreas vizinhas e, desde 2018, para a região leste.

Em novembro de 2021, um ataque a um posto de polícia provocou 53 mortos (49 polícias e 4 civis), o que gerou enorme descontentamento social e motivos fortes protestos, exigindo a renúncia do então presidente do país, Roch Kaboré.

Meses depois, em 24 de janeiro, os militares tomaram o poder num golpe – o quarto na África Ocidental desde agosto de 2020 – e depuseram o presidente.

A insegurança fez com que o número de deslocados internos em Burkina Faso aumentasse para mais de 1,9 milhão de pessoas, segundo avaliação do governo local.

*Texto Lusa

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