Angola gastou 662 mil milhões USD com a importação de combustível no primeiro trimestre deste ano
O governo gastou, no primeiro trimestre deste ano, 662 milhões de dólares norte-americanos (cerca de 691 mil milhões de kwanzas) para adquirir 73% do combustível comercializado no país.
Angola possui uma capacidade instalada de armazenamento de combustíveis líquidos em terra de 675 968 m³ (seiscentos e setenta e cinco mil e novecentos e sessenta e oito metros cúbicos), que se manteve inalterada em relação ao trimestre anterior.
De acordo com os dados do relatório do Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP), o país não dispõe ainda de capacidade de produção local, e os produtos importados são provenientes de algumas praças internacionais, com realce para o Médio Oriente e as refinarias da Europa.
No período em referência, o país adquiriu para comercialização 1 147 248 toneladas métricas (TM) de derivados do petróleo, das quais cerca de 55,8% de gasolina, 33,5% de gasóleo, 5,4% de fuel, 3,7% de Jet A1, 1,3% de petróleo iluminante e o restante 0,3% de asfalto.
A Refinaria de Luanda produziu 26% destes produtos, 1% foi produzido pela Cabinda Gulf Oil Company (CABGOC) e 73% foram importados, com um gasto de 662 milhões de dólares norte-americanos.
Dos 1 202 postos de abastecimento de combustíveis líquidos existem em Angola, apenas 920 estão em operação, maioritariamente afectos à Sonangol.
O volume de vendas globais de combustível nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março passados foi de 1 129 849 toneladas métricas, o que representa um decréscimo de 7% em relação ao trimestre anterior.