Angola encaixou 46,7 mil milhões kz com a exportação de 57 mil toneladas de produtos de pesca entre 2022 e 2023
Angola encaixou 46,7 mil milhões de kwanzas (cerca de 51 milhões de dólares norte-americanos) com a exportação de 51 270 toneladas de produtos de pesca entre 2022 e 2023. Do volume exportado, destaca-se a categoria do ‘peixe diverso’ que representou 81,1% do total.
Os dados constam do Anuário Estatístico das Pescas de Angola 2022-2023, documento elaborado pelo Ministério das Pescas e Recursos Marinhos (Minpermar) e publicado recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo o documento, em 2022, as exportações variaram entre crustáceos (3 972), moluscos (1 320) e peixe diverso (20 991), com um aumento do volume, em 2023, de 1,3% (4 024), 14,7% (1 513) e 21,2% (30 987), respectivamente.
Os principais países de destino dos crustáceos angolanos foram a Espanha (81,4%), Japão (8,6%), China (6,3%) e Estados Unidos da América (3,7%). Para os moluscos, sendo as lulas a espécie mais exportada, os principais países de destino foram Portugal (66,2%), Malásia (24,4%) e China (9,4%).
No que se refere à exportação de ‘peixe diverso’, com 46 441 toneladas, os países que mais se destacam na lista são a Costa de Marfim (56,1%), o Gana (26,5%), a China (7,2%), a Malásia (3,3%), e a República Democrática do Congo (1,3%).
No quadro das importações, o país adquiriu 20 390 toneladas de produtos diversos de pesca no período em análise, com Portugal a liderar os países de origem, num volume de 4 773 toneladas, representando 62,8% de todas as importações.
No volume de importações destacam-se as conservas, bacalhau seco, corvina, pescado diverso, entre outros. O bacalhau seco, com 3 108 toneladas, representou 30,5% de todo o produto importado.
O documento realça ainda que foram realizados pelo Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha (INIPM), durante o ano de 2022 e 2023, cruzeiros para estimar a biomassa das espécies pelágicas, demersais e do camarão de profundidade, num total agregado de 817,58 milhões de toneladas.
No período em análise, verificou-se que a maior disponibilidade de recursos incidiu sobre as espécies pelágicas (carapau e sardinellas), estimadas em 678 865 mil toneladas, correspondendo a 83,0% do total da biomassa.
Os peixes pelágicos, como a sardinha e o atum, vivem em mar aberto, formando grandes cardumes enquanto os demersais, como a pescada e o linguado, habitam no fundo do mar.
Entre 2022 e 2023, foram atribuídas 502 licenças de pesca, com destaque para a ‘Arte de cerco’, que correspondeu a 49,6% do total. Na segunda posição ficou a ‘Arte de arrasto demersal’, representando 21,5% do total de licenças atribuídas, fundamentalmente nas províncias de Luanda e Benguela.