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Angola avança para compra de material militar americano e volta a emitir sinais de distanciamento da Rússia

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O secretário de Defesa americano, Austin Lloyd, revelou, na terça-feira, 13, que o seu país está a analisar um pedido de Angola para compra de material militar aos Estados Unidos. O interesse é visto como mais um passo na aproximação de Luanda a Washington e um distanciamento da Rússia.

A revelação do interesse angolano foi avançada pelo secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, no início das conversações entre o Presidente João Lourenço e o secretário de Estado americano, Antony Blinken, no quadro da ‘Cimeira de Líderes EUA-África 2022’, que decorre em Washington D.C.

Os pormenores da eventual compra ainda são desconhecidos, mas, ao que tudo indica, terão que ser aprovados pelo Departamento de Estado.

“O departamento de Defesa valoriza muito a nossa crescente parceria com Angola”, disse Austin, destacando o papel de Angola como “líder chave” na garantia da paz e segurança no continente africano.

“Eu entendo que Angola está a procurar reestruturar as suas forças armadas e nós estamos muito interessados em ser parceiros de Angola nesse projecto”, disse o secretário de Defesa americano, citado pela Voz da América.

“Entendo que Angola está interessada em algumas aquisições nos Estados Unidos e nós estamos a trabalhar com o Departamento de Estado para dar resposta à sua solicitação”, acrescentou Llyod sem, contudo, dar outros pormenores.

Até então, a esmagadora maioria do material militar angolano era proveniente da Rússia ou de antigos países da União Soviética.

A esse interesse da compra de material militar americano juntam-se outros dois gestos reveladores de uma viragem, em sentido contrário, nas relações entre Angola e o seu ‘velho aliado’ russo.

Por exemplo, no seu discurso de tomada de posse, o Presidente João Lourenço fez um “raro apelo” no sentido de as autoridades russas tomarem a iniciativa de pôr fim ao conflito na Ucrânia. O gesto, inusitado nas relações entre os dois países, foi um primeiro sinal institucional do distanciamento que agora parece ser mais evidente.

Um outro ‘gesto inamistoso’ no quadro das relações bilaterais Angola-Rússia deu-se na Organização das Nações Unidas, quando o país votou a favor de uma resolução a condenar a anexação de quatro regiões da Ucrânia pela Rússia.

*Com a Voz da América

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