África do Sul. Cyril Ramaphosa vai ser intimado em investigação a assalto numa das suas propriedades

 África do Sul. Cyril Ramaphosa vai ser intimado em investigação a assalto numa das suas propriedades

Cyril Ramaphosa, South Africa’s president, during a news conference with Olaf Scholz, Germany’s chancellor, at the Union Buildings in Pretoria, South Africa, on Tuesday, May 24, 2022. Scholz is visiting South Africa as part of his first African tour since becoming chancellor.

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, vai ser intimado para responder numa investigação sobre um embaraçoso caso de roubo na sua fazenda, anunciou esta terça-feira, 19, a Provedoria da República.

O prazo concedido a Ramaphosa para responder a questões relativas a este dossier, na origem das acusações de corrupção contra o chefe de Estado, expirou na segunda-feira.

Pretendemos intimar o Presidente (para obter) as informações de que precisamos”, disse à AFP o porta-voz da Provedoria, Oupa Segalwe, sem especificar quando a atribuição ocorrerá.

A instituição abriu uma investigação em Junho, depois de Ramaphosa, de 69 anos, ter sido acusado de ter comprado o silêncio de assaltantes que encontraram elevadas somas de dinheiro numa das suas propriedades.

Em Fevereiro de 2020, de acordo com uma denúncia apresentada pelo ex-chefe do serviço de informações sul-africano Arthur Fraser, os assaltantes que entraram numa fazenda do Presidente em Phala Phala, no nordeste do país, encontraram o equivalente a quase quatro milhões de euros em dinheiro.

A denúncia acusa Ramaphosa de esconder o roubo da polícia e o dinheiro das autoridades fiscais, de ter organizado o sequestro e interrogatório dos ladrões, e de os subornar para permanecerem em silêncio.

Ramaphosa admitiu o roubo, mas nega as alegações de sequestro e suborno, dizendo que denunciou o assalto à polícia.

O Presidente sul-africano também contestou os valores referidos, assegurando que o dinheiro resultou da venda de gado.

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