Afeganistão. Biden envia um total de 6 mil soldados para garantir a retirada de civis

O Presidente norte-americano, Joe Biden, decidiu neste domingo, 15, enviar mais mil soldados para Cabul para reforçar a segurança da retirada de milhares de civis norte-americanos e afegãos, indicou o Pentágono, após os talibãs terem tomado o controlo do Afeganistão.

No total, seis mil soldados dos Estados Unidos chegarão à capital afegã “nos próximos dias”, precisou um responsável do Pentágono que pediu o anonimato, enquanto as imagens de pânico no aeroporto de Cabul se multiplicam nas redes sociais.

“Várias centenas” de funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Cabul já deixaram o Afeganistão, segundo outro responsável do Pentágono. O aeroporto internacional de Cabul permanece aberto aos voos comerciais, precisou este segundo responsável, citado pela agência noticiosa francesa AFP a coberto do anonimato.

O Pentágono estima em 30.000 o número total de pessoas a retirar do país, entre diplomatas e outros cidadãos norte-americanos ou afegãos que ajudaram os Estados Unidos e temem agora pela vida.

Como na véspera, os helicópteros norte-americanos continuaram hoje as suas incessantes viagens entre o aeroporto e a embaixada norte-americana, um gigantesco complexo situado na “zona verde” altamente fortificada no centro da capital afegã.

A chegada dos talibãs a Cabul precipitou a saída do país de Ashraf Ghani, após terem tomado o controlo de 28 das 34 capitais provinciais em dez dias, e sem grande resistência das forças de segurança governamentais, no âmbito de uma grande ofensiva iniciada em maio — altura em que começou a retirada das tropas norte-americanas e da NATO do país, que deverá ficar concluída no final deste mês.

Um porta-voz do movimento islâmico radical, que governou no Afeganistão entre 1996 e 2001, disse hoje à televisão pública britânica BBC que os talibãs pretendem assumir o poder no Afeganistão “nos próximos dias”, através de uma “transição pacífica”, 20 anos após terem sido derrubados por uma coligação liderada pelos Estados Unidos, pela sua recusa em entregar o líder da Al-Qaida, Usama bin Laden, após os atentados de 11 de Setembro de 2001.

*Texto da Agência Lusa

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