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BFA prevê crescimento de 3,3% da economia angolana em 2026 e um sector não petrolífero dominante

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O Gabinete de Estudos Económicos do Banco de Fomento Angola (BFA) prevê, para este ano, um crescimento de 3,3% da economia angolana, sustentado, essencialmente, pelo sector não petrolífero, que atingiu o nível mais alto dos últimos dez trimestres.

A previsão dos especialistas do BFA consta da habitual ‘nota informativa’ referente ao mês de Março, que tem como destaque a contracção de 1,2% da economia petrolífera no último trimestre de 2025.

Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) angolano cresceu 3,1% (-1,8 ponto percentual face ao crescimento registado no ano anterior), entretanto, a economia petrolífera contraiu 5,2% em termos homólogos, uma deterioração significativa quando comparado com o crescimento registado em 2024 (3,4%).

Em contrapartida, o PIB não petrolífero manteve uma trajectória positiva ao crescer 5,4% em 2025.

“No quarto trimestre de 2025, a economia angolana cresceu 5,7% face ao mesmo período do ano anterior. A economia não petrolífera cresceu 7,5%, perfazendo uma aceleração na ordem dos 2,2 pontos percentuais (p.p.) em relação ao trimestre anterior. A economia petrolífera voltou a contrair, desta vez, em cerca de -1,2%, retirando 0,3 ponto percentual à taxa geral de crescimento da economia”, referem os especialistas.

Entre os sectores da economia não petrolífera, apenas o sector dos ‘Diamantes e minerais’ contraiu no último trimestre do ano, -7,0%. As ‘Comunicações’ (+65,7%), ‘Alojamento e Restauração’ (+18,0%) e ‘Indústria’ (+16,5%) são os que mais cresceram e juntos adicionaram 2,1 pontos percentuais à taxa de crescimento geral da economia nacional.

Segundo os especialistas, a economia não petrolífera acelerou 7,5% no quarto trimestre de 2025, alcançando o nível de crescimento mais alto dos dez últimos trimestres.

Em 2025, a produção petrolífera fixou-se em média nos 1,034 milhão de barris, perfazendo uma contracção de cerca de 8,0% face a 2024. A produção de gás associado cresceu 2,5%, com maior destaque para o quarto trimestre, quando acelerou 15,5 pontos percentuais para 17,8%.

Em gesto de conclusão, o Gabinete de Estudos Económicos do BFA prevê um crescimento real da economia de cerca de 3,3% para este ano, fortemente influenciado pelo sector não petrolífero, que esperam crescer cerca de 4,6%, enquanto o sector petrolífero poderá contrair próximo de 1,9%.

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