Surto de peste suína no Huambo resulta no abate de centenas de animais
Um total de 260 animais foram abatidos, nos últimos dias, em fazendas agro-pecuárias na província do Huambo, devido à peste suína africana, confirmada pelas autoridades sanitárias, avançou, nesta quinta-feira, 15, fonte do Instituto dos Serviços de Veterinária.
Segundo o chefe de Departamento de Sanidade Animal da direcção-geral do Instituto dos Serviços de Veterinária, o diagnóstico durou cerca de cinco dias, “tempo razoável de resposta” e para a tomada de medidas.
“Daqui para frente, temos que olhar a peste suína como um ente que deve merecer muita responsabilidade”, referiu José Sucumula, em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA), salientando que a doença tem uma alta contagiosidade e mortalidade, mas não é transmissível ao homem.
José Sucumula frisou que a peste suína em Angola é endémica, sendo uma grande preocupação para explorações pecuárias empresariais, “com números consideráveis de animais”.
“Daí que precisamos começar a olhar principalmente para as questões de sensibilização, não só dos proprietários, mas da própria comunidade”, referiu o especialista, acrescentando que há preocupação com o sistema de criação de suínos à solta, que pode ser “um dos vectores desta doença”.
O responsável sanitário anunciou que vão realizar campanhas de sensibilização para inverter a criação à solta, para um sistema em que os animais estejam confinados, estando prevista a distribuição de cartilhas de informação às comunidades, sobre o que é a peste suína.
Para o controlo da doença, as autoridades sanitárias do Huambo restringiram a movimentação de animais, equipamentos e produtos derivados da produção de suínos, o reforço da fiscalização sanitária em mercados, feira e pontos de vendas.