EUA. Trump encoraja iranianos a continuar protestos: “A ajuda está a caminho”
O Presidente dos Estados Unidos encorajou, nesta terça-feira, o povo iraniano a continuar a manifestar-se, assegurando que a “ajuda está a caminho”.
Donald Trump recorreu à sua rede social Truth Social para incentivar os manifestantes iranianos a continuarem o seu movimento até derrubarem as autoridades.
“Patriotas iranianos, CONTINUEM EM PROTESTO – RETOMEM O CONTROLO DAS INSTITUIÇÕES!!!”, escreveu o Presidente dos EUA, revelando que cancelou todas as reuniões com as autoridades iranianas até que “os assassinatos sem sentido de manifestantes terminem”.
“Guardem os nomes dos assassinos e dos abusadores, vão pagar um preço elevado”, acrescentou o líder norte-americano, que acrescentou: “MIGA [Make Iran Great Again]”.
O Presidente não esclareceu, contudo, se já tomou uma decisão concreta sobre a eventual resposta dos Estados Unidos à situação no terreno.
Donald Trump tem ameaçado repetidamente com uma intervenção militar norte-americana desde o início dos protestos no Irão, cuja repressão já fez mais de 600 mortos desde Dezembro, segundo uma organização não-governamental (ONG).
O Irão, por sua vez, ameaçou retaliar atacando instalações militares e navios norte-americanos. O Qatar alberga a maior base militar norte-americana na região. Em Junho passado, durante a guerra Irão-Israel, Teerão lançou mísseis contra esta base em retaliação por um ataque norte-americano às suas instalações nucleares.
“Ainda estamos numa fase em que acreditamos que pode ser encontrada uma solução diplomática”, disse Al-Ansari.
“Estamos em negociações com todas as partes, obviamente com os nossos vizinhos e parceiros na região, para chegar a uma solução diplomática”, acrescentou o porta-voz qatari.
Na terça-feira, Trump anunciou tarifas contra os parceiros comerciais do Irão. A Casa Branca já havia declarado que a possibilidade de ataques aéreos ainda estava em aberto, mas que a diplomacia continuava a ser “a primeira opção”.
Entre os vários países e entidades que condenaram a violência dos representantes da república islâmica, contam-se Portugal, Espanha, Reino Unido, Alemanha, França, o Conselho Europeu e a ONU.