Isto É Notícia

Primeira unidade de processamento de gás natural do país vai produzir de mais de 400 milhões de pés cúbicos diários

Partilhar conteúdo

O Presidente da República, João Lourenço, inaugurou, nesta quinta-feira, 27, no município do Soyo, província do Zaire, a primeira unidade de processamento de gás não associado do país. A fábrica vai ter uma capacidade para processar até 412 milhões de pés cúbicos padrão por dia.

O empreendimento, avaliado em mais de 2,2 mil milhões de dólares norte-americanos, pertence ao Novo Consórcio de Gás (NCG), integrado pela Azule Energy, Sonangol E&P, Chevron e TotalEnergies.

De acordo com uma nota de imprensa da Presidência da República, a nova unidade já emprega actualmente cerca de quatro mil trabalhadores, dos quais 78% são angolanos e 22% expatriados.

Segundo o executivo, o empreendimento, considerado estratégico para o sector energético nacional, vai ter uma capacidade para processar até 412 milhões de pés cúbicos padrão por dia de gás natural.

Construída integralmente no Soyo, sem modularização externa, a edificação contou com mão-de-obra maioritariamente proveniente da província do Zaire.

A unidade, que começou a ser construída em 2023, está associada aos campos de exploração Quiluma e Maboqueiro, considerados os primeiros reservatórios de gás não associado do país.

Segundo o governo, o gás proveniente das plataformas de Quiluma e Maboqueiro, em offshore, vai ser conduzido por gasodutos até à planta, onde vai receber tratamento antes de seguir para o complexo de liquefação da Angola LNG e outros consumidores industriais.

Para o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, o projecto reforça “uma economia mais industrializada, competitiva e diversificada”, sustentada pela modernização do sector do gás.

“É um testemunho da capacidade de Angola, da força das suas instituições, do talento dos seus quadros, da confiança dos nossos parceiros e da determinação com que caminhamos para o futuro”, afirmou o governante.

Por sua vez, o CEO da Azule Energy, Adriano Mongini, destacou que o projecto foi concebido para processar o gás proveniente das plataformas offshore Quiluma e Maboqueiro, sendo igualmente uma infra-estrutura destinada a alimentar a Angola LNG (ALNG) com recursos adicionais.

“Idealizado há uma década, enfrentou inúmeros desafios, e o seu sucesso deve-se ao papel decisivo do governo angolano, que, através de reformas estruturais e da capacidade de reunir parceiros em torno de objectivos comuns, tornou possível a sua concretização”, sublinhou.

O projecto integra plataformas de cabeça de poço e uma unidade de tratamento em terra, com capacidade para processar cerca de 330 milhões de pés cúbicos de gás por dia. O gás será direccionado ao consumo interno e à exportação sob a forma de GNL (Gás Natural Liquefeito), reforçando a segurança energética e a competitividade internacional do sector.

ISTO É NOTÍCIA

Artigos Relacionados